Por vezes aramos, adubamos, regamos a terra e plantamos com todo amor, dedicação e muita expectativa, sementes de nossos anseios, nossos sonhos, que foram tirados da alma. Com desejo de termos no futuro, jardins, repletos de flores coloridas e cheirosas, onde pássaros, e borboletas venham partilhar dessa vivência que embelezam a vida e nos enchem o peito e alma de alegria.
Ao fazermos essa escolha, nos esquecemos que não depende apenas de nos, o florescer, mas de um todo.
Esquecemos que o tempo é incerto, que o mundo esta em constante mudança, talvez por estarmos maravilhados com a possibilidade de colhermos o que plantamos com tanto carinho.
As ervas daninhas com certeza estão entre as flores, em nosso jardim. O que fazer se não as plantamos ?
Apesar de não termos plantado a erva daninha, a observação de sua existência provoca perturbação e desconforto,nos paralisa.
È nesse momento que devemos contar com a força que possuímos interiormente para arrancá-las de forma inteligente, sabendo que assim vira o crescimento que poderá nos fazer ver o jardim de outra maneira.
O jardim não mudará, nós ou os nossos sentimentos e postura é que mudaram.
Talvez seja o entendimento da beleza dos desafios de novos recomeço e de, novos aprendizados. Nesse caminho o cuidado continuo, a observação é constante.Não existe o fim. Existe apenas recomeço.
Se não esperamos colhermos o que não plantamos, o que fazer?
Paralisar-nos diante da dor e desistir de ter um belo jardim.
Em nossa volta há belos jardins.
Há também jardins abandonados, com pessoas lamentosas em sua porta de entrada.
Há jardins em que vemos pessoas tentando, tentando, cultivam com esperança ... .
Ao persistimos em continuar plantando, com mais cuidado e mais experiência, vamos tentando nos abrir para o aprendizado. O bom é plantar e ter a possibilidade de colher. Não a garantia.
Creio que a vida não tem graça se não nos propusermos a tentar plantar, ter sabedoria para colher também o que não plantamos, e renovar a cada dia nossas escolhas.
Encher o coração de Amor, até nos momentos mais difíceis, àqueles em que sorrimos com o coração apertado, mas mesmo assim as lágrimas desobedecem e rolam pela face, e a gente meio que sem graça, as enxugam logo.
O sentimento de desânimo, é mesmo comum, deve ser superado por forças para novos recomeço. Outra estação, outros plantios.
A graça de viver estar em continuar plantando.
Ervas daninhas são bem “danadinhas”, mas se o olhar é de aprendizado,elas nos permitirão buscar o aprimoramento, superar limites, desenvolver percepções, usar criatividade e viver de acordo com os nossos valores, enfim, desenvolver sabedoria. Ser o que temos potencialidade para ser. Depois de uma erva daninha em nossas vidas, nunca mais seremos os mesmos.
Em que podemos melhorar?
Para que nosso jardim seja florido precisamos evoluir e não ficarmos estacados em um modo de pensar, sentir e agir sem nos permitir a renovação e o amadurecimento.
Em situações adversas será que conseguimos por o melhor que temos para fora?Será que deixamos os pequenos sentimentos nos dominar?
Ou conseguimos respirar fundo, superar e seguir em frente?
Talvez nos importemos demais com o plantar e nos esquecemos do adubar, do regar,limpar e cuidar. Claro que o plantio parece tarefa concluída , já o cuidar requer acreditar, dedicação, doação, atenção. Requer, projetos , determinação e a coragem de renovar os pensamentos, sentimentos , atitudes e mais, vontade.
É ai que nos perdemos. A tarefa é difícil mesmo! É cansativa e necessita revisão constante.
Em verdade não acreditamos que estamos prontos para nos dedicar a essa tarefa, pois a julgamos aborrecida e é preciso coragem e tempo.
Por fim plantar não é tão complicado, o cuidar é que requer muito de nós e é por isso, que muitos desistem de ter um belo jardim.